POLÍTICA

Federação das indústrias do RS critica “grevismo de minorias”

Em nota oficial, a Federação e o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs) se manifestaram “contra a interrupção dos serviços de transporte e bloqueio de rodovias, ruas e espaços públicos”, prevista para esta sexta-feira em todo o país. Na avaliação das entidades, medidas do tipo “acabam dando a falsa ideia de adesão ao movimento”.

A mobilização tem o objetivo de lutar contra a lei da terceirização e as reformas da Previdência e trabalhista. No Rio Grande do Sul, as centrais sindicais preparam manifestações em Porto Alegre e no Interior e prometem parar trens e ônibus e trancar rodovias.

No manifesto, Fiergs e da Ciergs criticaram o que classificam como “ressurgimento do ‘grevismo’ de minorias” e orientaram os sindicatos filiados e as indústrias associadas a buscarem a preservação da integridade de seus trabalhadores e do patrimônio empresarial.

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Ainda conforme a nota, “tanto os sindicatos como as empresas precisam estar em contato direto com as forças de segurança pública locais avaliando as decisões para garantir a tranquilidade do setor produtivo no Rio Grande do Sul”.

Órgãos como Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) preparam esquemas especiais para acompanhar os protestos nesta sexta-feira.

De acordo com o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Mário Yukio Ikeda, a corporação estará atenta à movimentação dos grevistas desde a madrugada.

— Nosso trabalho será garantir direitos, tanto das pessoas que querem trabalhar quanto de quem quer se manifestar. Não vamos impedir protestos em frente às garagens de ônibus, mas, se algum motorista quiser sair com o ônibus para fazer o seu trabalho, vamos assegurar que ele possa sair. Esperamos que seja tranquilo — afirma o oficial.

A PRF, segundo o chefe do setor de comunicação do órgão, Alessandro Castro, irá monitorar as manifestações de perto nas BRs. Bloqueios não serão permitidos.

— Vamos aguardar e agir dentro da legalidade — diz Castro.

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