POLÍTICA

Ex-executivo avisou Marcelo Odebrecht sobre risco de “suicídio” financeiro com propinas

Empreiteira gastou ilicitamente US$ 3,39 bilhões para comprar políticos

O ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas disse em depoimento que advertiu em diversas circunstâncias o então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, sobre o risco de “suicídio” financeiro com os altos valores que a empresa desembolsava com propinas.

 

Sede da Odebrecht em São Paulo, no Brasil
21/12/2016
REUTERS/Paulo Whitaker

O departamento de operações estruturas, que cuidava dos repasses ilegais a políticos e chefiado por Mascarenhas, gastou US$ 3,39 bilhões (mais de R$ 10 bilhões na cotação atual) com propinas entre 2006 e 2014.

A planilha com os gastos foi apresentada tanto à PGR (Procuradoria-Geral da República) quanto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Há documentação das seguintes quantias: em 2006: US$ 60 milhões; 2007: US$ 80 milhões; 2008: US$ 120 milhões; 2009: US$ 260 milhões; 2010: US$ 420 milhões; 2011: US$ 520 milhões; 2012: US$ 730 milhões; 2013: US$ 750 milhões e 2014: US$ 450 milhões.

No depoimento à PGR, Mascarenhas diz: “Eu fui a Marcelo várias vezes… não tem condição. US$ 730 milhões, é mais de meio bilhão [de reais]. Nenhum mercado tem isso em disponibilidade de dinheiro por fora e nem tem como você operar isso. Isso aqui é suicídio”.

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